quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Subaudition - Raindrops
Third Eye Blind - Non Dairy Creamer
Red Sparowes - Alone and Unaware, The Landscape Was Transformed In Front Of Our Eyes
Isis - Holy Tears
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Ouvir e Ver
Começo com Vanishing Point ou Corrida Contra o Destino, em que sem grandes explicações Barry Newman como Kowalski inicia uma viagem frenética de Denver até San Francisco num Dodge Challenger carregado com 440 cavalos de potência; uma primeira parte cheia das mais intensas perseguições que já vi em cinema e um final chocante confere a este filme pós-hippie o estatuto de culto. A banda sonora é de luxo com grandes temas soul como Where Do We Go From Here e Over Me; o rock ácido de Freedom of Expression e Mississipi Queen; especial referência também para o tema Nobody Knows de Kim and Dave que fecha a película com a primeira contribuição musical de Kim Carnes. Como se trata de um artigo algo raro, fica aqui o link.
Numa sugestão mais acessível, mas nem por isso mais fraca fica a última obra de Tarantino: o famigerado Death Proof ou À Prova de Morte em duas descrições possíveis: Um slasher violento de homenagem visual ao cinema exploitation
Já me conhecem e sabem que sou bastante parcial na apreciação, por desta vez não tentei fugir a esse estigma, haveria e há muito para dizer sobre estes filmes e músicas, mas procurei evidenciar o gosto que eles despertam mesmo passados 30 anos dessa grande década para a cultura contemporânea. Ouçam e vejam enquanto aproveitam o que resta das férias.
sábado, 31 de maio de 2008
Mais Forte Que Eu
Está, também, integrada na temática do passado e do efeito que este tem no modo como abordamos as relações, isto porque a ouvi até à exaustão quando se estreou num auto-rádio perto de mim em 1989-90 e nunca me identifiquei com o seu ponto de vista material (pelo menos do modo que foi descrito pelo Bruce), até há pouco tempo. Aqui fica o link.
Well it's saturday night you're all dressed up in blue
I been watching you awhile maybe you been watching me too
So somebody ran out left somebodys heart in a mess
Well if you're looking for love honey I'm tougher than the rest
Some girls they want a handsome dan or some good-lookin joe
On their arms some girls like a sweet-talkin romeo
Well round here baby I learned you get what you can get give
So if you're rough enough for love honey I'm tougher than the rest
The road is dark and it's a thin thin line
But I want you to know I'll walk it for you anytime
Maybe your other boyfriends couldn't pass the test
Well if you're rough and ready for love honey I'm tougher than the rest
Well it ain't no secret I've been around a time or two
Well I don't know baby maybe you've been around too
Well theres another dance all you gotta do is say yes
And if you're rough and ready for love honey I'm tougher than the rest
If you're rough enough for love baby Im tougher than the rest
domingo, 27 de abril de 2008
INXS - Kick
O pontapé inicial é dado por Guns In The Sky, num rock FM bem batido, ainda que em 86 não se pudesse dizer o mesmo. Segue-se uma das melhores canções da banda, New Sensation, cuja letra acabou por dar o título ao disco ao vivo do grupo Live Baby Live e nestas palavras se revê a canção. Devil Inside segue uma sonoridade rock mais fluida e foi mais um êxito da altura. Para muitos Need You Tonight é "a" música dos INXS e para os restantes foi um sucesso nas discotecas da época; importa mesmo é reter que já toda a gente gostou ou gosta deste tema. Surge ligada (efectivamente só ao vivo) à canção anterior, Mediate, que consiste em repetir palavras acabadas em "ate", que curiosamente até funciona bem (com Michael Hutchence era fácil) e possui uma ambiência muito interessante criada pelo órgão e saxofone. The Loved One é uma das menos conhecidas, mas que se ouve muito bem, com uma estrutura blues que embora esteja presente no estilo do grupo australiano é mais notada aqui. Wild Life é uma canção que reúne características de New Sensation e Devil Inside, parece-me ideal para ouvir numa estrada larga ao volante de um descapotável. Mais outro grande êxito (ou o êxito) é Never Tear Us Apart, recentemente interpretada por Joe Cocker, mas não se enganem o original é mesmo este e é a versão definitiva. Mistify é das minhas favoritas e uma que consegue deixar milhares de pessoas a cantar ao mesmo tempo nos concertos do grupo. Depois da grandiosa experiência anterior, temos que arranjar um folgo extra para Kick, já não tão espectacular, mas com uma mensagem que diz tudo (“Sometimes you kick, sometimes you get kicked”). Como o álbum não acaba depois de Kick, temos Calling All Nations e Tiny Daggers que não conseguem superar nada do que ouvimos anteriormente, contudo, são um final muito agradável para um disco pop rock tão bom.
O tempo encarrega-se de concluir todas as histórias e nem a minha nem a dos INXS resistem: Michael Hutchence suicida-se (ou não) em 1997 e o grupo não volta aos sucessos que antes teve; depois de ver a rapariga passar lá arranjei coragem para falar com ela e tentar levá-la ao cinema, no entanto ficou por aí. É a beleza das memórias que realmente importam, pois passados 20 anos ainda permanecem: para o Kick sei que os anos não têm modo de o calar; já no que toca ao meu episódico romance, digo que vos contarei outros (é melhor dizer “outro” porque estas coisas no plural têm a mania de se voltar contra nós, futuramente falando) com um final mais feliz.
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